segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

a vida tem gosto de sal

sorriso do Grillo- ai que coisa boa isso aqui!

Sol, praia, amigos e Mate Leão. Não nessa ordem, mas perfeitamente combinados. Mais uma vez toca o hit: As melhores coisas da vida são de graça.

Ser feliz no Rio de Janeiro é muito fácil. Deixando de lado todos os pessimismos que nos fazem do tipo : cidade desorganizada, violenta e cheia de gatunos querendo tomar um caldo, ser feliz no Rio de Janeiro é fácil. Tem sempre a praia no final da rua, ou do outro lado do túnel, mas tem. E com ela, os amigos, o sol e a diversão que nos faz sentir um pouquinho de felicidade. ADOOOOOORO os meus amigos e adoro quando o dia é assim:tranquilo , tranquilo e cheio de coisas boas, simples e boas. Cuidar do lazer é também cuidar da gente, cuidar dos amigos é também cuidar da gente.

E vale tudo: banho de borracha, de caixa d'água, de praia ou de piscina, pode ser o chuveirão do quintal, pode ser Ipanema ou Piscinão de Ramos, estar na água se refrescando do sol e feliz é muito bom.

Estou com o rosto ardido, não sei mas o que faço. Passo protetor 30, fico na sombra, não sei, talvez comer mais cenoura seja a solução, só não vou deixar de sair de casa.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

SABER VIVER- De Cora Coralina

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

CADERNOS NEGROS 32- Contos

Não fui para São Paulo só para passear e olhar passarinhos, pelo contrário, fui para trabalhar.
Foi lançado no dia 17 de dezembro na UNINOVE- Campus Vergueiro, o volume 32 de Cadernos Negros, editado pelo selo Quilombhoje. A edição desse ano reuniu contos de diversos autores, entre eles, eu. A festa foi muito bonita e o livro é dez!

Capa de CN 32

Apresentação dos autores

Débora Almeida e Esmeralda, coordenadora do Quilombhoje

Alguns autores: José Luanga, Cristiane Sobral, Débora Almeida, Cuti e Elizandra Souza.
Entre Débora e Cristiane o ator Marco Xavier

Autores de CN 32; Ademiro Alves (Sacolinha), Cristiane Sobral, Cuti, Débora Almeida, Dirce Pereira Prado, Elizandra Souza, Fátima Trinchão, Fausto Antônio, Hélio Penna, Jônatas Conceição (in memoriam), José Luanga, Mel Adún, Michel Yakini, Paulo gonçalves, Serafina Machado, Sérgio Ballouk, Sidney de Paula oliveira e Valdomiro Martins.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

São Paulo





Ah, eu adoro São Paulo. Sempre e sempre. Claro, não tem a praia, um problema que para mim é sério, pois sei que de mar metade de mim é feita e a outra metade, ou será mesmo o todo, precisa de sol para viver. Mesmo assim, São Paulo é tudo para mim e cada vez que vou para essa cidade mais uma brecha se abre, mais um portal, mais uma descoberta. Mais uma paixão. Ai, esse meu coração ansioso de um vermelho pus, esse cara daqui do meu peito que mais se parece com um cãozinho de bolso.

Primeiro foi a Casa das Rosas, um lugar bucólico que sobrevive no meio da Avenida Paulista. Um jardim de rosas com literatura, minhas duas paixões entre tantas amantes que habitam esse ser chamado Débora.

Depois, a arte, o teatro e um cheirinho de 1922.

E depois, ou antes, sim, esses são antes: as pessoas. Tenho descoberto pessoas em São Paulo. Talvez meu olhar esteja guiado pela paixão, mas qual paixão será pior do que a cinza verdade que nos vendem sobre as grandes cidades? Tenho descoberto e me apaixonado por pessoas, mas se escrever aqui quem são, da forma incendiada em que estou, poderei me comprometer mais do que realmente estou.

E a cidade: eu vi céu azul, saí de vestidinho e sandália, não sei se foi por mim, mas o sol apareceu. E eu, em plena Praça Roosevelt, acordei com a conversa dos pássaros.

E a Borboleta Avoada, a Moça do Segundo Andar encantou-se por um pardal que chegou em sua sacada na hora do almoço e que pra ela (ela jura que foi só para ela) ele cantou até a hora de pagar a conta.

Qual era o canto do Pardal? Não sei e ele saiu sem dar endereço. Deixou doçura, serve?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Descobrindo junto

Hoje veio uma parte da equipe de SETE VENTOS aqui em casa: a Thaís, minha assistente, a Raquel, operadora de som e o Clécio, operador de luz. Nossa, foi muuuito bom! A gente conversou sobre o tempo, o mundo, o Natal, ao Ano Novo, as vacas, as pessoas, a vida e um pouquinho sobre SETE VENTOS.
A vida é engraçada mesmo, né, nos unimos por um acaso. Não foi porque nos conhecemos em uma festa, não foi porque batemos um papo na praia e nem porque crescemos juntos. foi para trabalhar. Eu chamei a Thaís para trançar meu cabelo na estréia, conversamos, ela me ajudou em um monte de coisas aqui em casa, falou da vida, da filha, atendeu meus telefones, olhous seus e-mails e , de repente estava no teatro na produção. Na verdade, ela começou a falar que queria trabalhar com produção para aprender mais, mal terminou e já estava andando do camarim para o palco, montando cenário, fazendo lista de convidados, trocando idéia com a Rosangela e com a Cátia, que já eram da produção. O Clécio chegou no momento do meu desespero, quando eu pedi para o Quak uma indicação de operador. Ele foi no mesmo dia para a montagem da luz e desde então já não me preocupo mais com isso. E a Raquel foi em um e-mail despretensioso: eu disse que estava trabalhando muito, ela disse que se tivesse uma vaga que chamasse. Tinha vaga. Ela entrou e já operou som, montou luz comigo, operou luz e som, um monte de coisas. Hum.
Hoje, nessa quinta-feira de chuva, muuita chuva, estávamos todos aqui. Claro, mais uma vez foi por causa de SETE VENTOS(e que bom!)mas dessa vez, sem correira, sem cada um no seu quadrado. Demorou para cada um chegar, mas demorou também para sair e a gente ficou a tarde inteira falando da vida, vendo fotos, conversando sim sobre o espetáculo, mas de uma forma tranquila, sem hora para começar. Foi bom porque a gente conversou mais um pouco e se conheceu também.
Acho que, há uns meses atrás, nenhum de nós nos imaginaríamos ali, mas os ventos vieram nas nossas direções e nos fizeram dançar a mesma música. Bom, né? E é engraçado porque o teatro tem disso: agrega.
É bom também quando as pessoas vêm assim e quando a gente fica com vontade de ver de novo também por causa do que elas são. É ganho porque agora temos mais de um motivo para nos encontrar.
A vida tem dessas coisas: faz as mesmas pessoas surgirem várias vezes, de várias formas na nossa frente. É bom redescobrir o outro porque a gente se redescobre também.
E com toda a melação do mundo eu digo:ADORO a minha equipe. Penso que Iansã escolheu a dedo quem deveria vir e por isso eu agradeço, pois sou muito feliz.