a borboleta avoada foi à festa da vespa. black music, gente bonita, tinha de tudo. lugar lotado. azaração, bebida. de repente dá uma vontade de voltar o tempo para trás e escolher aquilo que o seu coração mais pedia: cantar sob o som da viola do seu amigo naquela festa com som de laptop e poucas outras borboletas, mas borboletas bacanas. por que às vezes a gente escolhe largar os nosso para ficar com os dos outros? uma hora de fila e um monte de seres vivos, que nada tinham a ver com aquela borboleta cor de rosa que assa o próprio pão integral e separa o lixo orgânico do reciclável. que acorda cedo só para ir ver o sol nascer da pedra do arpoador e depois, só porque viu a enseada limpa, de manhãzinha, já ganhou o dia.
ela observa. aqui tá cheio,mas parece que é cada um por si. não dá, tá quente por causa do verão, mas não há calor humano. vou para casa.
um pouco de caipirinha, heineken pela metade e uma vontade imensa de voltar. não dá mais para cantar sob o som do violão, mas dá para voltar para o meu casulo.
cada vez que quebro um pouco a cara entendo mais a vida.
a conta foi a mais alta que ela já pagou na vida. a mais alta porque aquilo tudo, aquela noite, aquele lugar, nada significou.
ela foi embora sem procurar os amigos, estava cheia daquilo tudo. e logo na noite em que foi coroada rainha. noite de reis. acho que isso tem um significado e ela só quer um significado na vida.
talvez eu pense demais, não sei, só sei que quando olho ao redor dessa festa lotada de espaços individuais, me sinto, entre a minha própria geração, um E.T.
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se tiver algum erro de Português que se foda, estou com um pouco de álcool na cabeça.